segunda-feira, 11 de maio de 2020

Segunda-Feira da 5a Semana da Páscoa - 11/05

At 14,5-18, Sl 113b, Jo 14,21-26

 Na primeira leitura, é narrado um curioso episódio da vida dos bispos da Igreja primitiva, no caso, São Paulo e São Barnabé. Após fugirem de uma cidade para não morrer nas mãos dos seus habitantes, eles foram para Licaônia e lá pregaram e fizeram milagres, fazendo andar um coxo de nascença. Os cidadãos daquela cidade, ao ver tal ato tão magnânimo, passaram a adorar Paulo e Barnabé como deuses, como se fossem Júpiter e Mercúrio. Queriam até oferecer touros em sacrifício em honra deles! Ora, isso não é um critério absoluto de quem é e quem não é verdadeiro serviçal de Deus, mas é sem dúvidas um critério de eliminação: há de se desconfiar sempre de quem permite que seu próprio nome seja glorificado, de quem se permite ser idolatrado. Nunca devemos idolatrar ser humano algum, apenas Deus é Deus, apenas Ele sabe tudo, apenas Ele é inerrante. Os homens são bons ou não na medida em que se conformam com esse padrão, mas eles nunca, em si mesmo, serão bons em absoluto, pois tudo que um homem faz de bom o faz por Graça. Desse modo, os discípulos de Cristo rechaçam aquela idolatria e colocam aqueles pobres homens na direção correta, da adoração do único Deus, do Deus que se fez carne, Cristo Jesus. Com certeza foi uma grande mudança de paradigma na vivência daquele povo pagão, que finalmente pode viver de modo ordenado com a realidade das coisas.

 Já no Evangelho, Cristo explica o porque Ele se revela (no sentido de "ilumina a mente") de uns, mas não de outros. Esses outros fugiriam Dele de qualquer maneira. Já observamos isso, e já observei isso até em mim mesmo: houve uma época onde eu negava qualquer mérito do catolicismo por petição de princípio. Isso foi herança de muita ideia errada que entrou no meu coração e fez morada. Pela misericórdia de Deus, que ouviu as orações de minha mãe, eu voltei pra Santa Igreja, mas quantos nos são aqueles que não tem uma boa senhorinha piedosa para rezar por eles? Aqueles que já vem, a princípio, de lares não-católicos, ao menos não tão católicos quanto o meu? Como fica a vida daqueles que se perdem e jamais viram o caminho de volta, nem antes de se perderem? Nesse sentido é importantíssimo que as famílias sejam católicas e que a cultura circundante seja católica. Precisamos, nós leigos, catolicizar nossa cultura, nosso meio, nosso mundo, para que as pessoas que se perdem possam saber o caminho de volta quando a Graça tocar nelas. Preciso, mais ainda, dada a minha paternidade, ensinar e dar exemplo a meus filhos (a minha filha Marie, no caso) para que ela saiba qual é o caminho. Que eu possa viver retamente esse caminho, buscando fazer tudo de acordo com a Sabedoria de Deus, e aprender tudo quanto for necessário para mostrar onde estão os buracos nesse caminho para aqueles pelos quais sou responsável, de modo que eu possa cumprir bem meu papel de marido e pai católico, que tudo coloca sob a autoridade do Pai que se revela no Filho e nos santifica pelo Espírito. Ajuda-me, Senhor. Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Paulo e Barnabé em Listra, na Licônia

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